A próxima pergunta é de Renato Lo Schiavo, sobre abertura de crédito sustentável. Respondida pelo debatedor do 1º Encontro ELEVA, Fernando Arbache, Diretor da Arbache Tecnologia.
Como o senhor avalia a questão da sustentabilidade quanto à abertura de crédito, principalmente para classe C, uma vez que no Brasil não há a alavancagem de garantias (um único bem ser garantia de 1, 2, 3 ou mais contratos), esta situação representa uma forma de abertura de crédito sustentável?
Se analisarmos o conceito de risco, perceberemos que todas as empresas incluem em sua conta perdas certas. Se avaliarmos o cartão de crédito, parte do que ele ganha é para sanar as perdas referente a clonagem e fraudes. Quanto maior a escala, menor o risco proporcional, se avaliarmos as estatísticas.
Se analisarmos o conceito de risco, perceberemos que todas as empresas incluem em sua conta perdas certas. Se avaliarmos o cartão de crédito, parte do que ele ganha é para sanar as perdas referente a clonagem e fraudes. Quanto maior a escala, menor o risco proporcional, se avaliarmos as estatísticas.
Vamos a um raciocínio matemático: se aumentarmos muito o crédito, sem criarmos uma bolha (pois se o fizermos, vamos emprestar dinheiro que não existe, corroendo o valor da moeda), os problemas em valores absolutos crescerão, porém em valores proporcionais diminuirão. Portanto, ceder crédito é uma vantagem que gera um ciclo virtuoso para o País. Se cedermos muito crédito, as empresas vendem mais, que buscam contratar mais, melhorando a renda das pessoas e possibilitando-as reduzirem suas dívidas, ou ainda adquirir outras, acelerando o círculo virtuoso.
O que devemos saber é quando regular a cessão de crédito para todos, para que o círculo virtuoso não se torne vicioso, pois se o fizer, o dinheiro passa a ter um lastro cada vez menor, tornando-se mais frágil e mais enfraquecido, gerando inflação e redução de renda.
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