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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ELEVA: Do Vale do Paraíba para o Brasil

Abordando a posição da região no cenário nacional, quem faz a pergunta é o Júnior, e o debatedor Nelsom Marangoni, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Novos Negócios do Grupo Ibope responde.

Qual seria o nosso plano de ação para realmente startarmos as melhorias sociais da nossa região [Vale do Paraíba] e influenciar o país?

Nelsom Marangoni, durante sua
apresentação.  Foto: Arnaldo Kikuti
Claro que as políticas federais são muito relevantes para todas as regiões, mas acho que vocês, na medida em que economicamente estão nessa situação favorável, poderiam desenvolver ações para:

- melhoria da educação: educação básica e técnica (formar profissionais técnicos para atender a demanda industrial da região);
- criar, se necessário, ou estimular o trabalho das Associações de classes;
- oferecer condições fiscais para atrair novos investimentos;
- realizar regularmente (anualmente ou a cada 2 anos) um evento para mostrar a força e a evolução da região, é importante que a região esteja visível no cenário nacional;
- estimular acordos com players internacionais, ou seja, buscar uma internacionalização da região.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A importância das reformas de base no crescimento do País

A questão a seguir é sobre o desafio do crescimento, feita por Gianfranco Asdente. Resposta de Nelsom Marangoni, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Novos Negócios do Grupo Ibope, debatedor do 1º ELEVA.

Como podemos acreditar que o país irá aceitar o desafio do crescimento, se nos últimos anos nenhuma reforma de base foi implantada (política, tributária, educacional)? 

Acho que este desafio já está internalizado por muitos políticos e profissionais que trabalham no governo. A sociedade civil mais organizada, com as ONG's e Associações de classes exercem e continuarão exercendo pressão neste sentido. Acredito que seja após uma questão de tempo que pode ser acelerado dependendo da nova configuração do Congresso Nacional e de quem será o próximo Presidente da República. Acho que o Serra, por exemplo, teria melhores condições de estimular a realização das reformas.

* Resposta enviada em 18 de outubro, antes da realização do segundo turno das eleições para Presidente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Geração de crédito sustentável: um círculo virtuoso para o País

A próxima pergunta é de Renato Lo Schiavo, sobre abertura de crédito sustentável. Respondida pelo debatedor do 1º Encontro ELEVA, Fernando Arbache, Diretor da Arbache Tecnologia.

Como o senhor avalia a questão da sustentabilidade quanto à abertura de crédito, principalmente para classe C, uma vez que no Brasil não há a alavancagem de garantias (um único bem ser garantia de 1, 2, 3 ou mais contratos), esta situação representa uma forma de abertura de crédito sustentável?

Se analisarmos o conceito de risco, perceberemos que todas as empresas incluem em sua conta perdas certas. Se avaliarmos o cartão de crédito, parte do que ele ganha é para sanar as perdas referente a clonagem e fraudes. Quanto maior a escala, menor o risco proporcional, se avaliarmos as estatísticas.

Fernando Arbache no ELEVA.
Foto: Arnaldo Kikuti

Vamos a um raciocínio matemático: se aumentarmos muito o crédito, sem criarmos uma bolha (pois se o fizermos, vamos emprestar dinheiro que não existe, corroendo o valor da moeda), os problemas em valores absolutos crescerão, porém em valores proporcionais diminuirão. Portanto, ceder crédito é uma vantagem que gera um ciclo virtuoso para o País. Se cedermos muito crédito, as empresas vendem mais, que buscam contratar mais, melhorando a renda das pessoas e possibilitando-as reduzirem suas dívidas, ou ainda adquirir outras, acelerando o círculo virtuoso.

O que devemos saber é quando regular a cessão de crédito para todos, para que o círculo virtuoso não se torne vicioso, pois se o fizer, o dinheiro passa a ter um lastro cada vez menor, tornando-se mais frágil e mais enfraquecido, gerando inflação e redução de renda.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Debatedores do ELEVA respondem aos convidados

Da esquerda para a direita: Nelsom Marangoni, Fernando Arbache,
Ingo Plogër e Ozires Silva. Foto: Arnaldo Kikuti
No último dia 25 de agosto, o ELEVA reuniu grandes lideranças empresariais para debater o tema: "Competitividade e oportunidades globais. O Brasil está preparado para a briga?". Subiram ao palco: Nelsom Marangoni (Vice-Presidente de Desenvolvimento de Novos Negócios do Grupo Ibope), Fernando Arbache (Sócio e Presidente da Arbache Tecnologia), Ingo Plöger (Presidente da IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional) e Ozires Silva (Presidente de Conselhos de Administração de várias empresas e reitor do Centro Universitário UNIMONTE).


Os convidados participaram enviando perguntas, e foram tantas que faltou tempo para todas. O ELEVA encaminhou essas questões aos debatedores e as respostas dadas por eles serão colocadas neste espaço do blog. Fique à vontade para comentar, sugerir e até mesmo criticar, sua opinião será sempre bem vinda!